terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Quanto o Brasil gasta com pesquisas de Gênero?


Será que as pesquisas multiculturais e interculturais, incluídas nelas as de gênero, constituem-se em um dos maiores gastos brasileiros com pesquisa científica?




Estas perguntas estão à espera de resposta desde que a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), do Ministério da Educação (MEC) revelou, no final de 2015, que há mais de 1.000 grupos de pesquisa cadastrados no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) tendo o gênero como eixo de estudo.

Confira a informação aqui:
Notícia dos 1.000 grupos de estudos de gênero cadastrados no CNPQ

A revelação desse número de grupos de estudo do CNPq  permite inferir que há pelo menos 15.000 pesquisadores, muitos deles com bolsas de estudo, exclusivamente dedicados ao desenvolvimento da temática de gênero nas universidades, faculdades e institutos tecnológicos superiores. Isto se estiver correta nossa estimativa de 15 participantes, em média, por grupo de estudo.

Logicamente, esses alunos e professores pesquisadores se distribuem entre os cursos de licenciatura, bacharelado, tecnológico, mestrado, doutorado e pós-doutorado além de estágios doutoral e pós-doutoral (sanduíche) no Brasil e no estrangeiro. 


Mesmo porque, as disciplinas multiculturais e interculturais, nelas incluídas as de gênero, não se restringem mais aos cursos de extensão, ciências sociais e licenciaturas. Cada vez mais elas integram grades curriculares de outras áreas como Direito, Administração, Publicidade, Jornalismo, Antropologia, Psicologia, Medicina, Enfermagem e até Arquitetura. 

Em algumas universidades, a exemplo da Universidade Federal da Bahia, essas temáticas se juntam e formam sozinhas uma nova proposta de curso de graduação. 

Da mesma forma, os temas já citados ganham cada vez mais espaço na grade de disciplinas e nas linhas de pesquisa de variados cursos de mestrado e doutorado.  

Não nos foi possível ainda conferir se há outro campo de pesquisas no Brasil com números semelhantes de grupos de estudos e de pesquisadores. 

É preciso esclarecer que estes números dizem respeito apenas ao CNPq e não incluem outra grande financiadora da pesquisa científica nacional, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). 


Integra da Nota Técnica que recomenda gênero aos planos de educação


Ficam também de fora do cálculo todas as agências estaduais de fomento à pesquisa, a exemplo da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (FAPESP) e suas similares nos estados. Mas sabe-se de antemão, com a segurança dos indícios, que pesquisas de políticas de gênero são financiadas também com dinheiro de fundações estaduais.  




Neste caso, é possível supor que o número de grupos e pesquisadores da categoria de gênero amparados por bolsas de estudo pagas por alguma fundação pública (somando-se as federais e as estaduais), e destinadas à formação de alunos tanto em universidades brasileiras quanto estrangeiras, seja bem maior do que somente o número revelado pelo CNPq. 

Mas a pesquisa de gênero não caminha sozinha porque, além de fazer parte das pautas multiculturais e interculturais, atrela-se e se confunde com elas, estratégica e politicamente: sexualidades, feminismos, diversidades, discriminações, raças, identidades, violências, territorialidades e direitos humanos. Todas estas categorias, não sendo mais objetivas, mas subjetivas.

Desta forma, é inevitável a pergunta: 
qual o lugar de participação das pesquisas multiculturais e interculturais, com destaque especial para o gênero, visto que nelas se compõe, na totalidade dos gastos e envolvimento de pessoal da pesquisa científica nacional?

Impressionado com o número de grupos de pesquisa cadastrados no CNPq para um único tema, o Senador Magno Malta (PR/ES), já em 2016, solicitou informações mais detalhadas ao MEC sobre o estado da pesquisa científica desenvolvida pelas Instituições Federais de Ensino. 



Sen. Magno Malta mostrou-se interessado em conhecer números e prioridades da pesquisa científica nacional.

As perguntas elaboradas por ele queriam saber o número exato de bolsistas, os títulos e temas das pesquisas, o investimento na publicação de revistas e livros, a titulação acadêmica dos pesquisadores e  os possíveis gastos com viagens e diárias. Pediam também a relação dos congressos, seminários, encontros, conferências, fóruns e simpósios universitários, questionamentos estes relacionados à temática de gênero. 

Como o MEC não tinha respostas precisas e conclusivas, o ministro da época, Aloízio Mercadante, sugeriu que as perguntas fossem encaminhadas diretamente e individualmente às agências de fomento, especialmente ao CNPq e à CAPES. E é nessa direção que, certamente, continuam os passos da consulta.

Mas um esforço para conhecer a totalidade dos números e o peso deles na pesquisa nacional somente se completará se, em cada estado, deputados estaduais de dispuserem a fazer levantamentos semelhantes nas fundações estaduais de pesquisa. 

Saber o tamanho do gasto público brasileiro com  o  estudo e desenvolvimento das políticas de gênero, multiculturalismo e interculturalismo em comparação com o investimento do país em pesquisas médicas, aeronáuticas, espaciais, agrícolas, energéticas, educacionais, veterinárias, tecnológicas e o desenvolvimento de vacinas é importante para compreender a natureza das prioridades e estratégias vigentes para o  desenvolvimento da nação. 

Este levantamento possibilitará também desvelar as origens universitárias, o modus operandi e a dimensão da estrutura responsável, em boa medida, pela rápida e profunda Revolução  Sociocultural e de Costumes em curso no país. 

Uma das hipóteses que poderá ou não ser confirmada é a participação, nessa revolução, dos milhares de grupos de estudo e de pesquisadores que aplicam e replicam o resultado dos seus trabalhos no interior da sociedade, com especial atenção às escolas, o judiciário, além dos meios de produção e difusão cultural. 

Muitos jovens ingressantes na universidade têm sido atraídos para estes estudos. Cooperam para isto, as boas perspectivas de carreira acadêmica, a possibilidade de inserção em novos e alternativos modelos culturais e, principalmente, a facilidade para conseguir bolsa de estudos.


Além das agências de fomento públicas estaduais e federais, as temáticas referidas encontram financiamento de pesquisa em fundações nacionais e estrangeiras, além de governos e comunidade de países, a exemplo da Organização das Nações Unidas (ONU) e Comunidade Europeia (CE).




Além das bolsas públicas brasileiras, os estudantes-pesquisadores de gênero e das demais pautas multiculturais e interculturais contam com o apoio de financiamento por parte da maioria das instituições representadas pelas siglas acima. E não somente estas, mas também diversas outras instituições.

O
s resultados desse projeto de revolução educacional e cultural são bastante efetivos e já se fazem sentir nas novas interpretações que se fazem da sociedade, religião, cultura, identidade humana, além das leis e dos direitos humanos. 

Refletem-se também na mudança da mentalidade coletiva, em boa parte como resultado da atuação profissional (em conformidade com a revolução cultural) de psicólogos, médicos, advogados, delegados, artistas, políticos, antropólogos, empresários, religiosos, promotores, juízes, jornalistas, cientistas políticos e sociais, professores, administradores e conselheiros tutelares. 


A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), homologada em 20 de dezembro pelo Ministro da Educação Mendonça Filho (sem que o Congresso solicitasse a passagem dela pelas duas casas legislativas para os necessários, responsáveis, conservadores e patrióticos ajustes, da maneira que fizeram com o Plano Nacional de Educação) consagra todas as políticas multiculturais e interculturais, institucionalizando-as na educação básica. 


Vale dizer que a BNCC, em fase de implantação até dezembro de 2019, é obrigatória para todas as escolas do país: públicas e particulares, inclusive as confessionais.

Conheça aqui as 4 versões da BNCC, todas as Audiências Públicas e Análises Técnicas

Por força da BNCC, todos os cursos de licenciatura serão reformulados. Todos os 3,5 milhões de professores do Ensino Básico terão que ser (re)capacitados para compreenderem e aplicarem esse Currículo Político e Valorativo. Os cursos de formação continuada de professores também o serão, bem como os livros didáticos e as provas seletivas e avaliativas do MEC.


Este mutirão de capacitação docente, na prática, além de ocupar os milhares de pesquisadores de multiculturalismo, interculturalismo e gênero já prontos, impulsionará o aumento de vagas e cursos nas universidades para atenderem tanto esta emergência quanto as necessidades futuras da educação continuada de professores das escolas e creches. 

Ou seja, os mecanismos de propagação e de retroalimentação da presente revolução sociocultural (estendidos também ao currículo escolar das crianças de hoje, entre zero e 14 anos) estão bem azeitados e com boa saúde.


Orley José da Silva, é professor em Goiânia e especialmente interessado em conhecer o Currículo Escolar e o Livro Didático. É mestre em letras e linguística (UFG), mestrando em estudos teológicos (SPRBC) e doutorando em ciências da religião (PUC Goiás).



Ideologia de Gênero de uma maneira fácil

Como a BNCC foi construída?












































segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Ferramenta do Facebook induz internauta ao erro, com pergunta sobre gênero

Na base da "brincadeira" a Ideologia de Gênero vai acostumando a sociedade com suas propostas de novas definições corporais e relacionais. Antes, fez outras perguntas. Uma delas, como estaria a aparência da pessoa na velhice. Todas, porém, com o intuito de estimular a curiosidade do internauta e prender sua atenção. Um preparo de terreno para trabalhar pedagogicamente, de maneira subliminar, aquilo que realmente interessa a essa agenda de revolução cultural que é a criação de um consenso discursivo e a popularização do conceito de gênero. E tantos têm sido aqueles que se deixam iludir!



Gênero e Sexo não são palavras sinônimas. Elas pertencem a categorias distintas. E uma categoria exclui a outra. Ambas, definem o ser humano de maneira diferente. O sexo é fixo e se divide em masculino e feminino. Ele diz respeito à realidade OBJETIVA (biológica, anatômica, hormonal, psíquica, cromossômica) do corpo humano. O gênero, ao contrário do sexo, é não fixo e multiforme. A lista de possibilidades performáticas passa de 100. Ele é, portanto, variável e fluído, diz respeito à realidade SUBJETIVA (imaginativa) que seria abastecida (influenciada) por condicionantes processuais históricos, culturais e sociais.
Apresento informações básicas e simples acerca da ideologia de gênero aqui neste link: ( Texto breve e simples sobre ideologia de gênero )
O que muitos tomam como brincadeira bem humorada do facebook, na verdade é uma bem montada estratégia pedagógica e uma engenharia discursiva a serviço de um macro projeto existente para estabelecer um novo consenso social acerca de como os seres humanos devem ser definidos: pelas categorias de gênero ou de sexo.
A linguagem e o discurso são ferramentas privilegiadas para se operar na mente a desconstrução da heteronaturalidade (ou seja, a naturalidade da diferença sexual de homem e mulher, o macho e a fêmea.). Ao gerar na mente do interlocutor a dúvida e a possibilidade (com aparente brincadeira) de se transitar no gênero, a proposta cumpre o seu objetivo de caminhar para o consenso social.
Cooperam para esse projeto globalista parte da indústria cinematográfica, publicitária, cultural, televisiva, entretenimento, universidades (mesmo universidades cristãs católicas, evangélicas e ortodoxas, contraditoriamente, cooperam), os governos e especialmente a ONU, através da UNESCO e do Banco Mundial. Com isto, avança para os currículos escolares de crianças e adolescentes (vide BNCC e resoluções do CNE/MEC), o judiciário e associações de classe (vide MP, TJ, OAB, conselhos de psicologia...)
A massiva adesão de cristãos à "brincadeira" do facebook revelam pelo menos três situações: a PRIMEIRA, é que a novilíngua criada pelo construto ideológico de gênero é eficiente para contaminar a comunicação e mudar conceitos. A SEGUNDA, a intencionalmente enganosa colonização ideológica e semântica do gênero, pega as pessoas desprevenidas tanto de discernimento quanto de clareza teórica acerca dessa atual disputa acadêmica e política pela definição do ser humano, sobretudo as cristãs. A TERCEIRA, que é urgente o desafio para as igrejas (católicas, ortodoxas e evangélicas) se despertarem e estudarem com profundidade o tema a fim de prepararem os fieis para a proteção própria, dos seus filhos e das suas famílias.
A força da ideologia de gênero (que os próprios insistem em chamar de teorias e até estudos científicos, embora sejam pseudocientíficos) certamente avançará com a força de uma avalanche sobre a sociedade. No entanto, espera-se que um povo nessa Terra seja colocado numa redoma especial de proteção e salvo dessa influência: a Igreja do Senhor.
O Papa Bento XVI, enxergou a ameaça da Ideologia de Gênero para o cristianismo (porque o alvo dela é justamente o cristianismo) dedicou boa parte dos esforços do seu pontificado em combatê-la. Disse ele: "De acordo com a ideia bíblica da criação, a essência da criatura humana é a de ter sido criada homem e mulher. Esta dualidade é um aspecto essencial do que é o ser humano, como definido por Deus. Esta dualidade, entendida como algo previamente dado, é o que está a ser agora colocado em causa."
Em outra ocasião, ele afirmou que a Ideologia de Gênero é uma luta direta ou uma rebelião contra o próprio Deus. Isto porque ela ataca frontalmente: PRIMEIRO, o homem (coroa da criação de Deus, criado a sua imagem e semelhança) quando dilui sua identidade. SEGUNDO, a família (primeira instituição criada pelo próprio Deus ao unir um homem com uma mulher) quando desnaturaliza sua existência, abrindo a possibilidade para outras e infinitas formas de ajuntamento. TERCEIRO, a Igreja (o corpo de Cristo), como alvo final, porque com identidades fluídas e a não existência da família natural não haverá Igreja.
No mesmo tom sobre o Gênero, o Papa Francisco, recentemente, disse: "É terrível!!! (...) E uma delas – digo-a claramente por ‘nome e apelido’ – é o gênero! Hoje, às crianças – às crianças! –, nas escolas, ensina-se isto: o sexo, cada um pode escolhê-lo”
Os católicos, especialmente através dos seus intelectuais conservadores estão bem adiantados no estudo e nas estratégias de defesa para essa ideologia. Os evangélicos, infelizmente, especialmente os seus intelectuais e lideranças, com raras exceções, ainda não se despertaram suficientemente para o problema.
Especialmente as lideranças evangélicas (com raras exceções) não vislumbraram na Ideologia de Gênero uma ameaça para a integridade da sociedade e da própria Igreja e FECHAM AS PORTAS para esse tipo de estudo e ensinamento. Com essa atitude, essas lideranças contribuem para a vulnerabilidade dos fieis para os avanços dessa ideologia.
Muito infelizmente!!
O principal motivo para a boa adesão de cristãos ao discurso do Gênero e à resistência de lideranças em esclarecer o povo é o sucesso do silenciamento imposto pelo Politicamente Correto. Ao dizer, falsamente, que o Gênero liberta e protege mulheres, gays e lésbicas, por exemplo. Isto porque, para o Gênero, as identidades são moldáveis, transitórias e fluídas.
Então, que fique claro: posicionar-se contra a categoria de Gênero é lutar contra um modelo ideológico e político de intenções revolucionárias e civilizatórias. E não é, de maneira alguma, uma cruzada contra pessoas comuns que usufruem da sua liberdade sexual e de ajuntamento social.
Orley José da Silva, é professor em Goiânia, mestre em letras e linguística (UFG) e doutorando em ciências da religião (PUC Goiás).

Links relacionados:

Tudo sobre a BNCC (curriculo do MEC para as crianças). Uma visão crítica conservadora

O livro didático inicia as crianças nos movimentos sociais




sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Como o livro didático explica às crianças o surgimento do mundo, do homem e das coisas

As religiões explicam o aparecimento e destino de todas as coisas, legitimadas pela crença dos fieis. E é por meio dessa crença que as pessoas encontram pertencimento social, significam e ressignificam suas vidas. Este, portanto, não é um tema qualquer.




Imagem adaptada de uma das páginas de livro publicadas abaixo.



As imagens abaixo pertencem ao lote de livros didáticos do PNLD/MEC 2016-2018, da primeira fase do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano, destinados às crianças de 6 a 10 anos). Exceto as imagens do livro paradidático. Esses livros didáticos estão sendo utilizados no país, tanto em escolas públicas e particulares, inclusive confessionais.

A criação do homem, dos deuses, do mundo, das coisas e dos fenômenos naturais são apresentados de acordo com algumas cosmologias, especialmente a indígena e da religiosidade tradicional afro-brasileira.

Vale destacar que o mesmo destaque e privilégio não é dado aos iguais elementos da cosmologia cristã. Aliás, pode-se considerar que ela seja apagada (ignorada) ou desconstruída (e confundida) através da sua releitura por parte de outras cosmologias. 

Ao analisar este lote de livros didáticos especificamente, constatamos que em parte significativa dos livros, aproximadamente 30% ou mesmo 40% das páginas são dedicados aos temas multiculturais e interculturais (movimentos sociais, cultura afro-brasileira, cultura indígena, modelos de família e direitos humanos).

A partir de agora, com a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o currículo escolar do MEC obrigatório para todas as escolas públicas e particulares, inclusive confessionais, essas temáticas serão ainda mais aprofundadas.

Com o pretexto de atender sua proposta INTERCULTURAL e de política CIDADÃ de acordo com o Politicamente Correto e as novas concepções de Direitos Humanos, a BNCC problematizará as religiões, as instituições e lideranças religiosas com os alunos, além de trazer para o contexto da escola o gnosticismo, o ateísmo, o esoterismo e elementos da religiosidade oriental.

Vale dizer que a BNCC se aplica à Educação Infantil, crianças de zero a 5 anos, e ao Ensino Fundamental, crianças de 6 a 14 anos.


Orley José da Silva, é professor em Goiânia, mestre em letras e linguística (UFG), doutorando em ciências da religião (PUC Goiás)


Links de interesse:


Como os livros didáticos falam do Regime Militar


Como os livros apresentam os Movimentos Sociais para as crianças


Candomblé e Umbanda nos livros didáticos para crianças


Livros didáticos e Ideologia de Gênero para crianças


Jornal da Arquidiocese de Goiânia: BNCC e Ideologia de Gênero.


Modelos de NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL que os pais levam às escolas CONTRA A DOUTRINAÇÃO DAS CRIANÇAS